Ana Costa

Ser sensível abrange a pele, penetra na carne e inquieta a alma.

Textos


Hoje, dia das mães. Retornávamos  de um almoço, em família, quando paramos num semáforo e duas mulheres atravessaram com cinco crianças. Estávamos comentando o jeito peralta de uma delas, quando minha filha fez uma observação sobre o alto índice de mulheres com os filhos nas ruas... Cadê a presença paterna? Há homens dedicados aos seus filhos, sem dúvida alguma, mas a mãe representa mais que dedicação.

 

Mãe simboliza o amor puro e incondicional. O instinto de ser mãe surge naturalmente: não importa se ela pariu o filho; se o escolheu entre tantas crianças numa creche, num hospital ou numa tragédia; ou se o acolheu, como um presente divino, em sua porta, indefeso num chorinho contido. Ela doa-se com o leite materno, cuidando da casa, na educação e formação psíquica dos filhos; ela é a última a deitar e a primeira a acordar! Está sempre atenta a tudo; é  uma dedicação sem fim...

 

 

Ser Mãe é não fazer distinção entre os filhos, pois o amor e a dedicação são iguais. Às vezes, um ou outro filho reclama, alegando que o ‘irmão problemático’ é mais assistido pela mãe do que ele... É justificável essa atitude de uma mãe, pois, aflora o sentimento de proteção em cuidar de quem mais precisa; ao mesmo tempo, surge o sentimento de culpa em que ela se pergunta: “ – Em que errei?”

 

Mamãe: obrigada pela dedicação, carinho e compreensão; desculpe-me pelas noites mal dormidas e as preocupações surgidas!


Filhos: obrigada por, a cada dia, ensinar-me que ser Mãe é saber doar-se de maneira afetuosa e paciente, mas também, é saber dar limites. A educação doméstica, ainda, faz parte da Cartilha do Bem-Viver! 

 

Maria: exemplo de pureza, abnegação e amor. Símbolo maior da procriação! 

11.05.2008.

 


Ana Costa

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Publicado em 11/05/2008 às 17h08


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