Ana Costa

Ser sensível abrange a pele, penetra na carne e inquieta a alma.

Textos


Aprender com a observação...

Tenho dois amigos que trabalham, lado a lado, calados. Pouco se ouve a voz de um deles. Na mesma sala, três mulheres completam a equipe, uma delas sou eu. Há uma disparidade entre o silêncio dos homens e a tagarelice das mulheres. Na área profissional todos se dão muito bem, tanto na maneira de produzir, quanto no entrosamento da amizade e do respeito.


Outro dia, questionei aos homens como agüentavam tanto tempo calados. Eles riram. Ouvi, então, uma simples e inteligente resposta: “- Estamos em silêncio, mas o pensamento não pára!”.


Hoje veio à tona essa rápida conversa e comecei a refletir sobre a amizade e a capacidade de fazer amigos. E lembrei de alguns deles... Rapidamente, imaginei-os enfileirados a minha frente. Cada um a sua maneira, exaltando o que têm de melhor! 

Seria bom conseguir juntar todas as qualidades desses amigos e transformá-las em minhas também!  Seria ótimo unir a discrição de um, com a modéstia de outro; juntar a tolerância de um, com a presteza de outro; e agrupar os ensinamentos úteis de um, com as atitudes positivas de outro. 


Mas, o melhor de tudo é observar o crescimento de cada um que, de certa forma, faz-me crescer também.  A observação é uma professora silenciosa e sábia, transmitindo muito mais do que palavras; muito mais do que explicações. Ela transforma-nos. 

Pensar mais do que falar é um difícil aprendizado. Sou, apenas,  aprendiz... Sou uma ‘metamorfose ambulante’.

 

 

 

 

 


Ana Costa

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Publicado em 15/08/2008 às 17h32


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