Diário![]() 16/05/2010 16h49
Ponderar antes de falar...
Olha como são as coisas... A semana passada uma pessoa me procurou pedindo minha colaboração justamente porque a informaram que sou “ponderada e disposta a ajudar”. Pois bem. Na hora fiquei meio desconcertada, pois nem tinha intimidade com essa pessoa, além do que a situação na qual ela narrou e pediu minha ajuda, deixou-me de saia justa, já que serviria de mediadora num assunto profissional, no qual eu não tinha diretamente ligação, porém a terceira pessoa envolvida é muito vinculada a mim. Respondi que não tinha poderes para resolver a questão, mas tentaria ajudar no que estivesse ao meu alcance. Quatro dias depois, aconteceu um fato curioso que não tem relação com a ajuda pedida acima, mas ao meu comportamento “moderado e solícito”! Estava conversando com pessoas de minha família e o assunto desencadeou para religião, matrimônio, dogmas da Igreja Católica, homossexualismo e por ai vai... Costuma-se afirmar que futebol, religião e política são assuntos muito polêmicos e que, fatalmente, há discordâncias e desentendimentos. E me desentendi realmente! Civilizadamente, mas o clima pesou! Sai daquele lugar com uma sensação ruim... Será que falei demais? Ou será que ouvi mais do que devia? Não importa! O mais importante eu não fiz: ser ponderada. Pensar mais, antes de falar. Ouvir, ouvir e ouvir e voltar para casa sem me desgastar. Ao mesmo tempo, fiquei pensando e questionando: “A intransigência me fez perder a cabeça e falar demais ou será que foi a minha impaciência?”. Isso agora não importa, é irrelevante! A verdade é que não fui, nem um pouco, ‘ponderada’. São dois pólos extremos de comportamento: no profissional e no social. A omissão sempre me incomodou! Ficar em cima do muro me inquieta! Dá uma vontade danada de me manifestar quer seja para um lado, ou para o outro. Se posicionar sempre foi o meu lema. Hoje parece que recuar é a estratégia do momento! Seria politicamente correto se eu não manifestasse opinião. Aparentemente, ficaria tudo bem, tudo em paz! Mas, eu ficaria bem? Voltaria para casa tranqüila? Talvez não. Ao mesmo tempo penso na tal ponderação, na conduta mais correta e a solução é acompanhar a frase dita pelo meu cunhado, antes de minha saída: “em reunião de família não falaremos mais sobre religião!” A frase surgiu depois da interferência de meu marido, sempre ponderado, para que fôssemos embora. Bem, a ideia é boa e prometo cumpri-la, mas será que ele conseguirá? Vamos aguardar. Hoje transportarei a “profissional ponderada” para a socialmente moderada e pedirei desculpas a meu querido cunhado, afinal somos todos cristãos, embora não participe de nehum Movimento da Igreja como ele. Publicado por Ana Costa em 16/05/2010 às 16h49
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