Ana Costa

Ser sensível abrange a pele, penetra na carne e inquieta a alma.

Diário
16/11/2009 11h42
Max - 01 ano de sua partida!
"Vozes... Palavras ditas ou escritas... Mas, vozes. Sem serem ouvidas nem lidas nao produzem efeitos, nem serão entendidas... Um abraço, Ana!"  29/04/2008 20h04 - Luiz Barbosa Max

 Max, agora você não ouvirá, mas permanecerá escrita a um ausente!   

A UM AUSENTE (Carlos Drummond de Andrade)


“Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.”

 
 Um ano se passou, MAX, mas você permanece presente na vida de todas as pessoas que o conheceram e aprenderam a te admirar! 

DESCANSE EM PAZ, AMIGO!



Publicado por Ana Costa em 16/11/2009 às 11h42
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