Ana Costa

Ser sensível abrange a pele, penetra na carne e inquieta a alma.

Diário
09/10/2008 20h31
AMOR

AMOR 

"Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser."

MÁRIO QUINTANA

Publicado por Ana Costa em 09/10/2008 às 20h31
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17/09/2008 21h07
Carta de Fernando Pessoa

Carta - 23/03/1920 - de Fernando Pessoa para Ophelinha

23/03/1920

"Meu querido Be«be»sinho,

Hoje, com a quasi certeza que o Osorio não te poderá encontrar, pois, além de ter que esperar aqui pelo Valladas, tem naturalmente que ir levar assucar a casa de meu primo, quasi que de nada me serve escrever-te. Vão, em todo o caso, estas linhas, para o caso de sempre ser possivel fazer te chegar a carta ás mãos.

Ainda bem que a interrupção de ainda agora foi mesmo no fim da nossa conversa, quando iamos despedir-nos. Era justamente para evitar interrupções d’essas que eu escolhi o caminho por onde hoje iamos. Amanhã esperarei à mesma hora, sim Bébé? Não me conformo com a idéa de escrever; queria fallar-te, ter-te sempre ao pé de mim, não ser necessário mandar-te cartas. As cartas são signais de separação - signais, pelo menos, pela necessidade de as escrevermos, de que estamos affastados.

Não te admires de certo laconismo nas minhas cartas. As cartas são para as pessoas a quém não interessa mais fallar: para essas escrevo de boa vontade. A minha mãe, por exemplo, nunca escrevi de boa vontade, exactemente porque gosto muito d’ella.

Quero que sintas isto, que saibas que eu sinto e penso assim a este respeito, para não me achares secco, frio, indifferente. Eu não o sou, meu Bébé-menininho, minha almofadinha côr-de-rosa para pregar beijos (que grande disparate!)

Mando um meiguinho chinez.
E adeus até amanhã, meu anjo.

Um quarteirão de milhares de beijos do teu, sempre teu

Fernando
O Osorio leva o chinez dentro de uma caixa de phosphoros"

 

Publicado por Ana Costa em 17/09/2008 às 21h07
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17/09/2008 20h38
As Cartas de Fernando Pessoa...
                                     (Óleo sobre tela:   A Carta - Bonnard)



Encanto-me cada vez que leio uma das cartas que Fernando Pessoa mandou para 'Ophelinha', nos anos 20. Ao mesmo tempo, reverencio a poesia do heterônimo de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, em 1935. MA RA VI LHO SO!



Todas as cartas de amor...

 


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)


Álvaro de Campos, 21/10/1935

Fernando Pessoa
(Poesias de Álvaro de Campos)

Publicado por Ana Costa em 17/09/2008 às 20h38
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07/09/2008 09h00
"Quando a gente ama"

Quando A Gente Ama (Oswaldo Montenegro)

Composição: Marcelo Barbosa Barreti / Nil Bernardes / Fábio Caetano

"Quem vai dizer ao coração,
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça
Insano acreditar

Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar

Meu amor,a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar

Quando a gente ama,
Simplesmente ama
É impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama!"

A música tem a magia de mudar o humor,  a facilidade de cutucar as lágrimas, a capacidade  de revivar a memória e o encanto de aumentar qualquer paixão... 

"Quando a gente ama" é um poema  atemporal, cheio de emoção e de entrega... Lindo de morrer!!! rs

UM LINDO DOMINGO REPLETO DE AMOR PARA TODOSSS!!!!


Publicado por Ana Costa em 07/09/2008 às 09h00
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01/09/2008 18h49
A primavera chegou...

" Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira."   (Cecília Meireles)

 


Publicado por Ana Costa em 01/09/2008 às 18h49
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